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Colóquio sobre as Instituições – Novidades

O próximo encontro promovido pelo Instituto Braudel para leitura e discussão da última edição do Braudel Papers “O enredo do medo” de Norman Gall será no dia 23/11.


No dia 9 de novembro de 2019, realizamos o último encontro e lemos a “Parte 3: Remédios” do livro “O povo contra a democracia” de Yascha Mounk. Segue um resumo dos principais pontos discutidos no colóquio.


Consertar a economia

Yascha Mounk apresenta no livro três principais “remédios” para salvar a democracia. Domesticar o nacionalismo, consertar a economia e renovar a fé cívica. Concentramos a discussão no segundo item, que se refere a economia e apresenta a questão da reforma tributária, tão presente nos noticiários atuais. Para o autor, os mais ricos deveriam pagar impostos no seu país, mesmo que parte da sua fortuna esteja em paraísos fiscais. Além disso, ele também cita a necessidade de uma reforma de impostos corporativos.

Sobre o Brasil, conversamos que uma das falácias do senso comum diz respeito a ideia de que “No Brasil se paga muito imposto”. De fato, dos países em desenvolvimento o Brasil está entre os que pagam mais tributos, mas os mais ricos continuam pagando pouco se comparados aos cidadãos de classes sociais mais baixas.


Fortalecer as instituições democráticas

Pedro Hirata, participante do Colóquio, comentou um pouco sobre sua pesquisa que compara a situação da Alemanha na década de 30, durante a ascensão do nazismo, e o Brasil nos tempos atuais. Ele ressaltou a importância de fortalecer as instituições e de não normalizar os absurdos que podem ocorrer dentro de um governo democrático. O próprio Hitler foi eleito democraticamente e se manteve no poder com artifícios jurídicos protegidos pelo manto da legalidade democrática.


O Brasil e os demais países da América Latina viveram ditaduras militares rígidas e visíveis, já que o exército estava no poder e nas ruas. Hoje, não temos tanques nas avenidas, porém as ameaças a democracia continuam acontecendo de forma mais sútil e sofisticada. Sendo assim, há uma necessidade latente de fortalecer as instituições e de formar novos líderes, como o autor pontua no capítulo “Renovar a fé cívica”.

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